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Itapiranga
sexta-feira, maio 24, 2024
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Parte 6

Para quem não viveu o auge dos Clubes 4-S, certamente está se perguntando, mas o que eram esses Clubes 4-S? Para quem viveu e participou muito provável será uma grande lembrança na memória, uma verdadeira viagem ao tempo. Já para aqueles que não viveram então esta história, tenho certeza que ao concluir este resgate terão uma noção do grande trabalho que foram os Clubes 4-S.

Tinha como símbolo um trevo de 4 folhas, trevo da sorte, nas cores verde da esperança e branco da pureza. A nível mundial, o trabalho com jovens rurais através da filosofia dos Clubes 4-H na década de 70 esteve presente em 74 países, com aproximadamente 364.000 clubes e, em torno de 9 milhões de jovens rurais associados.

Seus objetivos eram os mais diversos e nem sempre compreendido pelos adultos, mas precisavam ser compreendidos num processo para desenvolver novos sistemas de produção, maneiras e modos de vida, além do respeito e cidadania.

Posso afirmar com muito orgulho que os Clubes 4-S mobilizaram e promoveram a juventude rural para um lugar de destaque na história de Itapiranga, pela sua forma séria, brilhante, alegre a atuante na organização dos trabalhos por eles realizados, desde 1971 até 1987.

Participaram jovens rurais num primeiro momento, na faixa de 9 até 18 anos e, mais tarde, passou então para 14 até 25 anos. Já os jovens que não se enquadravam mais naquela faixa de idade, eram convidados para participar e exercer o papel de líder de apoio ou de projeto.

Douglas Franzen cita em matéria especial do Jornal Expressão sobre a memória dos Clubes 4-S, que um dos objetivos principais girava em torno da ideia de estimular a socialização dos jovens rurais:

“Atividades de lazer e sociais faziam parte dos objetivos, e estimular o interesse pela agricultura  visando  diminuir o êxodo rural,  pois estava em ascensão  a saída dos jovens em busca de outros ares, ambientes  e alternativas de vida”.

Fazia parte dos objetivos estimular a promoção de atividades na agropecuária, horticultura, economia doméstica, industrialização rural caseira, promoção da solidariedade, formação de novos líderes e, também a inclusão dos jovens nas decisões familiares, comunitárias e municipais. Os jovens 4-S realizavam diversas atividades de inclusão nas comunidades, através das capacitações em que participavam e que tratavam sobre temas educativos direcionados à formação pessoal e familiar.

Lúcia Hoscheidt (esquerda)
Convenção em São João do Oeste

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