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sábado, junho 15, 2024
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MISSÃO CAÍ

Van com 13 pessoas de Tunápolis auxiliam Gaúchos atingidos pelas enchentes

O município de São Sebastião do Caí –RS, no Vale do Caí, enfrentou a maior enchente de seus 149 anos de história. Desde o dia 30 de abril, a cidade e interior vem sofrendo os impactos de uma enchente de proporções nunca antes vistas na região.

Ironicamente, na semana em que São Sebastião do Caí completou 149 anos (1º de maio), ocorreu a maior enchente, com o nível do Rio Caí atingindo os 17,60 metros às 22h30min, na noite de 2 de maio de 2024.

Na realidade praticamente todos os municípios gaúchos foram afetados pelas cheias históricas dos rios, sensibilizando toda Nação.

Como a nossa região foi povoada, pela maioria de alemães católicos gaúchos, existe esta proximidade e sensibilidade maior. E foi o que aconteceu com Elise Trenhago, de Tunápolis, que organizou um grupo de voluntários para auxiliar com serviços em prol dos atingidos pela enchente em São Sebastião do Caí – RS, ou simplesmente Caí.

Por que Caí? Para responder, com a palavra, Elise Trenhago: “Tudo começou no dia 07 de maio, quando recebi uma mensagem repassada por WhatsApp de uma pessoa conhecida (Daniela Hammes de Bom Princípio – RS) na qual, no áudio, ela pedia pix, para comprar leite para as crianças atingidas pelas enchentes no município de São Sebastião do Caí. Quando ela falou no município de São Sebastião do Caí, logo identifiquei que era o município onde familiares meus residem. Imediatamente realizei um pix para auxilia-la na sua ação de comprar leite para as crianças. Tão logo feito, recebi um vídeo de prestação de contas daquele valor depositado, que ao meu ponto de vista era tão singelo, e a mulher havia feito uma ação gigantesca com o valor. Ao mesmo tempo ela comentou da necessidade em que o município estava tendo por mão de obra na ajuda da limpeza e organização dos espaços públicos. Percebi na voz dela a sua angústia em querer estar ajudando mais e mais.

Elise (direita) se encontrando com Daniela na cidade de Caí

Enfim, ao conversar com ela, na minha curiosidade, fiquei pensando quem poderia ser ela, em meio a tanta gente pedindo ajuda para o RS, e ao mesmo tempo fiquei pensando o que eu poderia estar fazendo para também ajudar mais aquela população atingida com as enchentes. Na mesma tarde, fui à um encontro de amigos onde num momento falei que iria montar um grupo de pessoas para ir à São Sebastião do Cai para ajudar na enchente. No mesmo momento recebi apoio da Elisabeth Scherer, dizendo que iria junto comigo. Bom, senti que eu não estava mais sozinha e que minha ideia não era loucura. Cheguei em casa com receio da reação da minha família, comentei que teriam me convidado para ir junto ao RS numa missão, e que eu estaria disposta para ir, sem contar que eu estava organizando. Prontamente recebi apoio e segurança para continuar com minha ideia, então logo faltava o mais importante: como iríamos nos desloca? Foi quando lembrei de um velho amigo, o Danilo Kessler, que prontamente atendeu minha solicitação e colocou à disposição uma van e o motorista, sem custos aos que iriam.

Ainda naquele dia chamei minha irmã Cristiane, que reside em São Sebastião do Caí, para conferir se de fato o município estaria precisando de mão de obra. Logo, ela confirmou essa necessidade e me repassou o contato dos responsáveis do município que estavam cuidando e recebendo os voluntários para orientarem as tarefas a serem feitas. Realizei o contato com os responsáveis da Prefeitura de São Sebastião do Cai. A necessidade existia, a vontade de ir também, porém logo estávamos apenas entre duas, com receio. Em meio ao medo, fui divulgando e convidando algumas pessoas para embarcarem com nós. Chegando cada vez mais perto do dia estabelecido para partir, ainda apenas com 8 voluntários, com receio de não dar certo, estipulei uma hora para que se até ali não tivéssemos pessoas o suficiente, teríamos que desistir de ir, porque não valeria a pena para a van grande disponível.

E faltando algumas horas, de repente o chamado deu certo, mais pessoas se manifestaram para acompanharem e auxiliarem.  Tão certo, estávamos entre 13 pessoas para sairmos de viagem rumo a São Sebastião do Cai. Saímos dia 09 a noite e chegamos às 7 horas da manhã. Iniciamos os trabalhos na limpeza de uma escola na qual havia sido estabelecido para que auxiliássemos naquele espaço, porém estavam sem luz e água, dificultando assim as tarefas. Quando, logo em seguida, fomos designados a nos dirigir ao Salão Paroquial para auxiliarmos nos trabalhos lá, assim atendemos o chamado, e permanecemos até dia 12 auxiliando e colaborando em tudo que era possível e necessário. Nossa equipe montou mais de 3 mil kits, incluindo cestas básicas, material de higiene e produtos de limpeza. Auxiliamos na distribuição dos mesmos e no descarregamento de vários caminhões e carretas.

Foram dias muito intensos, cansativos, com momentos de sensação de impotência. Porém, juntos, nós acreditamos acima de tudo na força da fé, em nosso Deus Superior, e que logo tudo passará. 

Gratidão heróis do grupo “Rumo à São Sebastião do Cai”. Que tenhamos nas nossas lembranças diárias o verdadeiro valor da Vida! Estamos cansados, com algumas dores pelo corpo, mas nada, nada diante do que os gaúchos estão passando!

Queremos enviar um agradecimento carinhoso aos nossos familiares que ficaram em casa, a cada mensagem de carinho e de força, as pessoas que permaneceram em oração de fé para que tivéssemos forças para ajudar em tudo que fosse necessário. Agradecer a todos que de uma ou outra forma auxiliaram com doação de alimentos, hospedagem e material de limpeza para que pudéssemos executar nosso trabalho da melhor forma possível. Obrigada! Obrigada! Vocês nos impulsionaram a continuar e não desistir!

Minha imensa admiração pela coragem, determinação, força, trabalho, risada, choro e, acima de tudo, por terem aceito o desafio desta grande viagem chamada MISSÃO!”.

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