sábado, outubro 8, 2022
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Elas na estrada

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“A SAUDADE DA FAMÍLIA AUMENTA A CADA KM RODADO, MAS A VONTADE DE VIAJAR É MAIOR A CADA VIAGEM QUE FAÇO”

Ivete Klein, 36 anos, é natural de Beato Roque, São João do Oeste e há 2 anos trabalha como motorista de carreta. Atualmente Ivete viaja pelo Brasil na boleia de seu bitrem e respondeu a esta entrevista diretamente de Pernambuco, no nordeste do Brasil.

Ao falar sobre a escolha da profissão, a motorista afirma que “escolhi ser caminhoneira porque adoro conhecer novos lugares, novas pessoas e, como sempre gostei de viajar, sendo motorista de carreta, eu consegui conciliar essas duas paixões: dirigir caminhão e viajar”.

Para a caminhoneira, atuar como motorista é extremamente desafiador, mas gratificante. “Nossa profissão demanda um aprendizado diário. Durante as viagens aprendemos aquilo que nenhuma faculdade pode ensinar”, salienta.

Sobre as dificuldades encontradas a cada viagem, Ivete afirma serem desafiadoras. “Confesso que já tive vontade de abandonar a profissão porque dificuldades são o que mais encontramos. Posso, por exemplo, citar somente a estrada: enfrentar buracos, os diversos perigos do trânsito, riscos de sofrer algum acidente, saque de carga. Além disso, o emocional precisa estar forte pois precisamos saber lidar com nossos medos e com a saudade da família, o que é sempre é algo difícil”.

Para a caminhoneira, “a saudade da família aumenta a cada km rodado, mas a vontade de viajar é maior a cada viagem que faço. É aquela “velha” história de amar o que você faz”, destaca.

Falando sobre se há preconceito pelo fato de ser uma mulher caminhoneira, Ivete conta que não se recorda de ter sofrido nada até o momento e que sempre foi bem recebida em todos os lugares por onde passou.

Ao falar um pouco mais sobre seu amor pela profissão, a motorista afirma realmente estar feliz. “Posso dizer que me sinto muito realizada na profissão, entretanto nem tudo são flores nesta vida. No começo não foi nada fácil. Quando eu disse que queria ser caminhoneira, muitos não acreditaram na minha capacidade, mas aos poucos consegui mostrar meu potencial e conquistar meu espaço”, constata.

Há 2 anos atuando como motorista, Ivete agradece a todos que apoiaram e incentivaram seu sonho. “Primeiramente ao Transportes Furtado, empresa que me deu a primeira oportunidade. Foi nessa empresa que comecei a viver minhas primeiras experiências frente um caminhão, sendo motorista no transporte de leite. Agradecer também a Wolf e Wolf que me abriu as portas para uma nova experiência na profissão, me permitindo voar mais longe e conhecer um pouco mais desse nosso belíssimo Brasil. E não poderia deixar de agradecer a minha família e amigos que sempre me apoiaram e incentivaram”.

“Quero finalizar minha participação neste especial, parabenizando todos os meus colegas de profissão e a todos os colonos pela passagem do seu dia. Somos nós, colonos e motoristas, que enfrentamos os mais difíceis desafios diários para garantir que as gôndolas dos mercados estejam sempre abastecidas. Parabéns! ”.

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