O filósofo alemão Friedrich Nietzsche definiu a grandeza do homem mais ou menos como algo ligado à sua consciência de saber que é uma ponte, e não um fim. Temos conosco que esse pensamento vale especialmente quando se trata de gestão pública: tudo que podemos construir pode ser melhor e mais forte a partir do momento em que todos temos a consciência de que somos ponte, e o fim é para onde nós, como pontes, nos dirigimos.

Nesses termos, podemos sentir orgulho por termos servido de ponte para um fim que há muito era ansiado pelos catarinenses: a duplicação da BR-470, especialmente no emblemático trecho que liga Navegantes a Gaspar. Foram pelo menos dois meses de impasse, até que o governo federal aceitasse o aporte de R$ 200 milhões (com acréscimo de R$ 100 milhões) para a 470. Na mesma reunião, ficou acertado também o aporte de R$ 100 milhões para a BR-163 e de R$ 50 milhões para a BR-280.

No caso principalmente da BR-470, Santa Catarina não podia mais esperar. Precisávamos acelerar essas obras para tirá-las da nossa pauta. O investimento em infraestrutura sempre foi uma prioridade nossa. Apesar de serem rodovias federais, são os catarinenses que transitam por elas, que perdem a vida em seus incontáveis acidentes e perdem compromissos importantes em seus incontáveis congestionamentos. Mas, enfim o diálogo venceu. O aporte de R$ 300 milhões do governo estadual vem abreviar o fim do drama.

Servir de ponte é o que podemos definir como ser parceiro. E parceria é essencial para atingirmos qualquer fim. Como diz um ditado africano, ‘se quer ir rápido, vá sozinho; se quer ir longe, vá em grupo’. Santa Catarina está buscando ir em grupo, querendo ir cada vez mais longe; mas, se depender do perfil empreendedor de seu povo, também não deixaremos de ir rápido.

Por Carlos Moisés da Silva, governador de Santa Catarina