Hoje, uma das tecnologias mais promissoras quando se fala em geração de energia, são os sistemas fotovoltaicos. É o método mais acessível para geração de energia em escala de consumo e é viável em qualquer região que tenha um mínimo de horas de sol por dia.

Muito promissora em nossa região a tecnologia está se difundindo em ritmo acelerado, porem trazendo consigo muitos mitos.

Quando tudo começou?

Os primeiros estudos datam de 1883, portanto a quase 140 anos. A passos lentos em 1954, os estudos chegaram ao que seria próximo do modelo atual de painel solar. O primeiro uso prático aconteceu em 1955 utilizando placas solares para fornecer energia a um sistema de telefonia, rudimentar aos dias de hoje e altamente tecnológico à época.

Nas décadas seguintes as placas passaram a fornecer energia para uma diversidade de usos, inclusive satélites e instalações espaciais a partir de 1976.

Países desenvolvidos iniciaram o uso comercial e residencial conectado à rede por volta do ano 2000. No Brasil a Aneel passou a regulamentar os sistemas de geração distribuída em 2012.

É melhor esperar que a tecnologia seja aprimorada?

 “Quem chega primeiro, bebe água limpa. ”  Inicialmente a taxa de conversão de luminosidade em energia elétrica não passava de 1% e hoje os painéis fornecidos comercialmente chegam aos 23%. Quanto antes for adotado o sistema de geração, mais cedo será o retorno do investimento.

Preciso de baterias para armazenar a energia gerada?

Não. O sistema será interligado à rede elétrica da concessionária e a energia gerada que não é consumida será injetada automaticamente na rede. Assim, o consumidor acumulará créditos em kWh (quilowatts-hora) que, posteriormente, poderão ser abatidos tanto na unidade geradora quanto em outras instalações do mesmo consumidor.

Existe o sistema chamado de OFF GRID ou sistema isolado autônomo. Nesse caso a energia é armazenada em baterias e utilizada posteriormente quando não houver geração. Sistemas off grid são menos populares por ter um custo de implantação maior e demandarem de mais manutenção.

O sistema vai produzir no inverno, chuva ou dias nublados?

Sim. Os painéis solares funcionam com a luz (raios solares) e não com o calor. Mesmo em dias nublados, com a radiação menor, haverá luz para alimentar os módulos e os equipamentos funcionarão perfeitamente. A produção será menor do que em um dia com muito sol, mas mesmo assim considerável. Alguns equipamentos são mais eficientes nessas condições, motivo determinante para a escolha de empresas com pessoal capacitado na elaboração de projeto e instalação.

A atualização dos profissionais que trabalham com energia solar é primordial para extrair de um sistema de geração todo seu potencial.  O técnico em energia fotovoltaica da economize solar, Vinicius Brandizzi Ferreira, ressalta o investimento em cursos para se manter atualizado. Vinicius trabalha a 8 anos nessa área e coleciona cursos e viagens ao exterior para estudar tecnologias relacionadas, “Cada sistema é um quebra-cabeça personalizado para atender a necessidade do consumidor, conectando e configurando equipamentos de acordo com sua rede elétrica, estrutura física e, inclusive, condição climática”.