Foto: Divulgação Fernando Carioni, novo presidente do TRE/SC

O Tribunal Regional Eleitoral de SC (TRE/SC) tem um novo presidente até março de 2022: o desembargador Fernando Carioni. Além dele, também tomou posse o desembargador Leopoldo Augusto Brüggemann como vice-presidente e  corregedor regional eleitoral. Brüggemann assumirá a presidência em abril do ano que vem para conduzir as eleições.

Até lá, Carioni coordenará os trabalhos. Um dos focos, diz, será fazer um campanha para convidar jovens entre 16 e 18 anos a fazerem o título de eleitor. Segundo ele, o Estado tem 320 mil jovens aptos a votar em 2022, mas apenas 17 mil estão cadastrados. Isso representa menos de 10% do total.

Carioni também afirma que o Estado está preparado para retomar a biometria. O processo está parado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas pode ser retomado para as eleições de 2022, a depender do avanço da Covid-19 no país. Em Santa Catarina, pouco mais de 70% dos eleitores foram biometrizados.

Rede Catarinense de Notícias – O senhor vai comandar a preparação do TRE/SC para as eleições do ano que vem. O que precisa ser feito?

Fernando Carioni – Nós temos um trabalho integral de toda a engrenagem para as eleições de 2002. Começamos pela manutenção de todas as urnas, os estudos das sessões de votações. Vamos dar um incentivo muito grande para o cadastramento de jovens eleitores de 16 anos. Nós temos uma massa populacional em torno de 320 mil e temos hoje praticamente 17 mil cadastrados. É menos de 10%. Faremos um trabalho muito grande de esclarecimento e chamamento para eles participem da cidadania plena

RCN – O processo de biometria vai permanecer paralisado?

Carioni – Nós não podemos retomar o trabalho da biometria porque há uma resolução do TSE que proíbe durante a pandemia. Mas logo que eles liberam lá de cima para que reinicie o trabalho o TRE vai agir imediatamente para terminar a biometria em nosso Estado. Hoje, faltam cerca de 30%, um pouco menos, e nós pretendemos, logo que seja possível, terminarmos totalmente.

RCN – É incerta a utilização de biometria para 2022?

Carioni – Nós estamos preparados tanto para uma questão quanto para outra. Acredito que até lá já tenhamos afastado essa pandemia, na minha visão. Mas se não ocorrer isso nós fazemos como foi no ano passado. Em Santa Catarina houve uma presença de eleitores exatamente quase que igual a de 2018. A abstenção foi parecida com 2018.

RCN – O trabalho contra fake news será intensificado?

Carioni – Nós desenvolvemos um trabalho muito forte sob a coordenação de um juiz eleitoral sobre as fake news. Nisso nós atuamos de imediato. Chega a denúncia, o TRE combate de uma forma muita rápida. Nós agimos para que não fique no ar qualquer tipo de fake news. Continuamos alertas e ficamos atentos para ver de onde parte para atacar rapidamente. O eleitor pode ficar sossegado que nós estamos muito forte nisso. É um trabalho contínuo.

RCN – Hoje, muita coisa circula em grupos fechados de WhatsApp. Tem ficado mais difícil combater essas notícias falsas?

Carioni – O grande problema é que nós precisamos que, quando ocorra isso, com uma quantidade que venha a prejudicar eleitor ou mandatário, é que denunciem. Nós temos todo um corpo funcional dedicado ao trabalho de combater, mas obviamente que nós não temos quantidade de informação suficiente para saber onde está ocorrendo a que hora, que momento. Em relação às urnas, não houve desde 1996 a constatação de uma fraude, Ninguém comprovou. Ela é segura.

RCN – Santa Catarina tem mais denúncias de fake news em relação a outros estados?

Carioni – Em Santa Catarina são muito poucas as denuncias que ocorrem. Acredito que seja inclusive pelo trabalho do TRE de agir de imediato. Não há um quadro comparativo, mas em SC esse tipo de atitude não é nada grande.

RCN – Houve uma recente reforma política que proíbe coligação para eleição proporcional. Isso aumento o número de candidatos. O TRE sente esse aumento? Aumenta o trabalho?

Carioni – Realmente aumenta o trabalho do TRE. Há um componente maior. Mas hoje também há uma discussão no Congresso Nacional de mudança no sistema eleitoral. Inclusive muitos defendem o voto distrital. Com voto distrital, o número de candidatos cai bastante porque são os com maior numero de votos que se elegem.