Foto: Murici Balbinot/Arquivo

Após reunião com o Conselho das Federações Empresariais de SC (Cofem) na última segunda-feira (19), a governadora interina Daniela Reinehr assumiu como prioridade a pauta do empresariado em defesa da inclusão de Santa Catarina no Plano Nacional de Logística (PNL). No mesmo dia, Daniela passou a noite e parte da madrugada de terça estudando pessoalmente as propostas de investimentos para a inclusão do Estado no PNL, que não contempla Santa Catarina. 

A ideia da governadora é ir até Brasília na semana que vem para pressionar o governo federal em nome da demanda empresarial. O PNL, que prevê ações de logística até 2035, está em fase de consulta pública até 30 de abril: é o período que Santa Catarina tem para incluir seus projetos. “É inadmissível que Santa Catarina não esteja no Plano Nacional de Logística. Me coloco à disposição para que a gente consiga fazer essa construção da nossa participação no PNL”, disse ela, durante a reunião. 

Além da necessidade visível de projetos de infraestrutura para o Estado, Daniela faz esforço para se mostrar politicamente em dois aspectos. O primeiro é convencer o Cofem e parte do empresariado de que seu governo pode ser mais assertivo do que o de Carlos Moisés da Silva e se viabilizar como governadora. O segundo é trazer de Brasília mais do que trouxe Moisés, pela suposta aproximação dela com membros do governo federal. 

“Eu sempre consegui trazer para Santa Catarina aquilo que eu busquei. E esse é um foco que eu busco, essa relação com o governo federal. Fazer essa aproximação”, disse a governadora, em entrevista à Rede Catarinense de Notícias. Daniela tem repetido o entendimento do próprio Cofem de que Santa Catarina é vista como um Estado rico em Brasília e que não precisaria de auxílio, embora envie muito mais recursos do que receba

O movimento acontece às vésperas da sanção de projetos de lei que autorizam o Executivo estadual a disponibilizar R$ 350 milhões para obras em rodovias federais, criados justamente pela falta de ajuda da União para o Estado. A ação também acontece após a saída do secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, o que não foi bem recebido pelos membros do Cofem. O substituto, Rogério Macanhão, acompanhou Daniela no encontro de segunda-feira.

Murici