O ano era 1985 e os itapiranguenses, que na época eram também os são-joanenses e os tunapolitanos, iriam decidir pela primeira vez em quase 30 anos o líder do executivo municipal. A questão era que Itapiranga havia sido transformada em Área de Segurança Nacional em 1968, durante o período de Ditadura Civil-Militar, sendo assim, o prefeito era escolhido pelo governador, com a autorização do ditador.

A única experiência eleitoral dos itapiranguenses durante o ínterim ditatorial era na escolha dos vereadores e o sistema bipartidário, que permitia apenas a existência da ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que cumpriam o papel, respectivamente, de partido da Ditadura Civil-Militar e partido de oposição (mesmo que consentida).

Em 1979 foi decretado o fim o bipartidarismo, reinaugurando um período de siglas iniciadas em “P”. A ARENA foi transformada em PDS (Partido Democrático Social), e o MDB adicionou “Partido” ao seu nome. Além disso, iniciou também uma era de infindáveis siglas partidárias, representando os mais variados reclames da sociedade, como cabe a uma democracia.

O novo horizonte foi coroado com o final da Ditadura Civil-Militar, substituída por um governo eleito indiretamente e composto majoritariamente pelas mesmas figuras do período militar, assim como a volta das eleições para prefeito em Itapiranga. Neste sentido, o páreo eleitoral de 1985 foi um dos mais variados desde então: os 14.991 eleitores de Itapiranga tinham 5 opções para o cargo de prefeito.

Na dianteira do processo estava o PDS, que governava a cidade no período sem eleições para prefeito, e que indicou a dupla Ottmar José Schneiders e Oto Francisco Engesser. Ottmar já havia sido prefeito de Itapiranga entre 1975 e 1982, bem como tentou ser deputado estadual nas eleições de 1982, mas sem sucesso.

Como principal rival do PDS no páreo, foi lançado o nome de Gilberto Francisco Henkes, do PMDB, com o vice Edgar Raymundo Werlang. Assim como Ottmar, Henkes foi candidato a deputado estadual em 1982, também sem sucesso.

Para completar a lista de candidatos: Bruno Afonso Rausch e o vice João Klaus do PFL (Partido da Frente Liberal, uma dissidência do PDS); bem como os azarões da esquerda, Léo Wirth e Afonso Spaniol pelo PT (Partido dos Trabalhadores); Roque Meurer e Mauro Gaspar Scheren pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). O resultado eleitoral acabou destronando o PDS: vitória da dupla Gilberto e Edgar do PMDB, por 5.453 votos, 171 votos a mais do que os 5.282 recebidos pela dupla da situação. Entre os três outros candidatos, destaque para a dupla do PT, que recebeu 1.121 votos, seguidos por Bruno Rausch (PFL), 679 votos, e Roque Meurer (PDT), 140 votos. Por fim, preciso indicar o nível de participação nas eleições: 12.811 votos, dos quais apenas 89 nulos e 47 brancos, além de 2.180 abstenções.

A única experiência eleitoral dos itapiranguenses durante o ínterim ditatorial era na escolha dos vereadores e o sistema bipartidário, que permitia apenas a existência da ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que cumpriam o papel, respectivamente, de partido da Ditadura Civil-Militar e partido de oposição (mesmo que consentida).

Em 1979 foi decretado o fim o bipartidarismo, reinaugurando um período de siglas iniciadas em “P”. A ARENA foi transformada em PDS (Partido Democrático Social), e o MDB adicionou “Partido” ao seu nome. Além disso, iniciou também uma era de infindáveis siglas partidárias, representando os mais variados reclames da sociedade, como cabe a uma democracia.

O novo horizonte foi coroado com o final da Ditadura Civil-Militar, substituída por um governo eleito indiretamente e composto majoritariamente pelas mesmas figuras do período militar, assim como a volta das eleições para prefeito em Itapiranga. Neste sentido, o páreo eleitoral de 1985 foi um dos mais variados desde então: os 14.991 eleitores de Itapiranga tinham 5 opções para o cargo de prefeito.

Na dianteira do processo estava o PDS, que governava a cidade no período sem eleições para prefeito, e que indicou a dupla Ottmar José Schneiders e Oto Francisco Engesser. Ottmar já havia sido prefeito de Itapiranga entre 1975 e 1982, bem como tentou ser deputado estadual nas eleições de 1982, mas sem sucesso.

Como principal rival do PDS no páreo, foi lançado o nome de Gilberto Francisco Henkes, do PMDB, com o vice Edgar Raymundo Werlang. Assim como Ottmar, Henkes foi candidato a deputado estadual em 1982, também sem sucesso.

Para completar a lista de candidatos: Bruno Afonso Rausch e o vice João Klaus do PFL (Partido da Frente Liberal, uma dissidência do PDS); bem como os azarões da esquerda, Léo Wirth e Afonso Spaniol pelo PT (Partido dos Trabalhadores); Roque Meurer e Mauro Gaspar Scheren pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). O resultado eleitoral acabou destronando o PDS: vitória da dupla Gilberto e Edgar do PMDB, por 5.453 votos, 171 votos a mais do que os 5.282 recebidos pela dupla da situação. Entre os três outros candidatos, destaque para a dupla do PT, que recebeu 1.121 votos, seguidos por Bruno Rausch (PFL), 679 votos, e Roque Meurer (PDT), 140 votos. Por fim, preciso indicar o nível de participação nas eleições: 12.811 votos, dos quais apenas 89 nulos e 47 brancos, além de 2.180 abstenções.