Santa Catarina lidera ranking nacional de aumento no número de inadimplentes nos últimos 12 meses, com alta de 8%

O número de catarinenses inadimplentes cresceu 0,1% na passagem de setembro para outubro, segundo dados divulgados pela Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) nesta terça-feira (3). Com o aumento, o Estado permanece na condição de líder nacional entre os estados com a maior alta da inadimplência dos últimos 12 meses. O acumulado do período é de 8%.

O crescimento no mês de outubro representa a maior alta para o mês desde 2016. Entre as cidades pesquisadas, o aumento foi maior em Rio do Sul (+2%), Joinville (+2%), Blumenau (+1,9%), Florianópolis (+1,8%), e Criciúma (+1,5%). Dos dez municípios avaliados, nenhum teve redução da inadimplência.

“O que acaba afetando é que em 2017 e em 2018 Santa Catarina liderou o crescimento de vendas no comércio varejista, com 8% a 10%, basicamente. Isso pode estar se refletindo em 2019, com aqueles que contraíram esse consumo e estão com dificuldade de pagar”, disse o economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues.

Por outro lado, o Estado também tem números positivos de consumidores que estão saindo do vermelho. Em outubro, o índice de recuperação de crédito em Santa Catarina avançou 3%. As principais cidades neste quesito foram Joinville (+3,2%), Blumenau (+3%), Chapecó (+2,9%), Rio do Sul (+2,7%), e Lages (+2,5%). Apenas Florianópolis (-1%) teve resultado negativo.

Nos últimos 12 meses, o número de consumidores que limparam o nome cresceu 9,6% no Estado. O resultado é o sexto melhor do país e ficou à frente da média nacional, de -3,4%. “A recuperação de crédito reflete uma recuperação do crescimento da renda e do emprego do catarinense”, afirmou Rodrigues.

Apesar disso, a recuperação não é tão rápido devido ao custo do crédito. “A redução de juros da Selic é bem-vinda, mas o que vai chega na ponta para o consumidor é a taxa de juros do cartão de crédito, do crediário. O crédito está muito alto e inviabiliza as pessoas de se recuperarem”, disse.

 

Por: Murici Balbinot/ Jornalismo Adjori/SC