No último dia 17, sexta-feira, foi realizado o Seminário Regional sobre Sustentabilidade na Produção Leiteira, no CTG Herança Pampeana de Iporã do Oeste. O evento foi promovido pela Prefeitura Municipal de Iporã do Oeste e Epagri, tendo o apoio de diversas entidades e envolveu 6 municípios da região: Iporã do Oeste, Itapiranga, São João do Oeste, Tunápolis, Santa Helena e Belmonte.

Estiveram presentes no evento aproximadamente 200 pessoas, entre elas: agricultores, técnicos, autoridades locais/regionais e estudantes. O seminário iniciou pela manhã com pronunciamento de autoridades e durante o dia foram realizadas três palestras.

A primeira palestra, foi ministrada pelo engenheiro agrônomo, Dr. Alcione Miotto, sobre manejo da fertilidade do solo para produção de plantas forrageiras, visando redução de custos com melhor utilização dos insumos. Segundo Miotto, a sustentabilidade na produção do leite começa pela base do sistema, que é o solo. É o solo quem determina o potencial produtivo de uma propriedade, pelo tamanho da área e suas características naturais. Observando isso e adotando um manejo de solo voltado para maior ciclagem de nutrientes entre as plantas e solo, poderemos produzir plantas forrageiras com altos volumes de produção e com menor custo. Isto possibilitará maior número de animais por área e aumento do volume de litros de leite por hectare.

Ainda na parte da manhã, o médico veterinário da Epagri de São Miguel do Oeste, Jaime Prestes, abordou o tema melhoramento genético para bovinos de leite.

Após o almoço, os presentes participaram da palestra com o Secretário Adjunto da Secretaria de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Engenheiro agrônomo, Dr Airton Spies.

Spies explanou sobre os desafios para a atividade de bovinocultura leiteira e as perspectivas do setor para médio e longo prazo. Segundo ele, nos últimos anos, houve instalação de grandes aglomerados industriais no setor lácteo, principalmente na região oeste de Santa Catarina, com atuação nos 3 estados – Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Diante disso, precisamos nos preparar para a exportação de leite, pois atualmente já é produzido mais do que é consumido, e a saída é a exportação da produção excedente.

COMPARTILHAR